O deputado federal André Vargas comentou ontem, 03, a troca de farpas entre o governador Roberto Requião (PMDB) e ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT). “Quem perde é o Paraná e ninguém ganha nada com isso”, foi taxativamente o deputado.
Para o deputado, o objetivo no Paraná e no país é a continuidade do projeto que tem êxito e que favorece a via, principalmente junto aos mais pobres. Vargas não considera “razoável” a troca de provocações. “Nosso adversário no Paraná é o Beto Richa, temos que, unidos e articulados, aumentar os recursos para o Paraná. A união do governo, do ministro e da bancada federal é fundamental para isso”, afirma.
Vargas destaca ainda que no plano nacional o PT e o PMDB estarão do mesmo lado, do lado da continuidade, da campanha da ministra Dilma. “Não é razoável ficarmos discutindo questões menores para o Estado do Paraná. A hora é de continuarmos trabalhando e pensarmos politicamente”, diz.
Vargas ressaltou que o senador Osmar Dias criticou ontem a venda do Banestado e entre os que votaram a favor estava o prefeito de Curitiba, Beto Richa. “Temos que mostrar as diferenças entre nós e nossos adversários e não digladiarmos dentro da trincheira”, ponderou.
Vargas disse ainda que o Paraná poderia sim ter mais projetos se o governador fosse uma pessoa mais ponderada e dialogasse mais com a bancada de deputados e senadores. Em relação ao Banestado, o deputado destaca que já se tornou uma disputa judicial. “É uma discussão complexa, não basta que o presidente Lula ou os ministros tenham vontade de resolver, é preciso passar pelos procedimentos legais. O governador tem razão em lutar pelos interesses do Estado e o ministro também porque tem que ser mais centrado e tem o Brasil para administrar. Estamos pagando uma conta muito alta pela herança que recebemos”, finaliza.